sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Desequilibrio: Quatis entram em casas em busca de comida, em Campo Grande (MS)

Invasão de reserva florestal

Quatis entram em casas em busca de comida, em Campo Grande (MS)

16 de setembro de 2011


 

Foto: Divulgação

Residências do entorno da Área de Preservação Ambiental (APA) Lageado, no Bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande (MS), estão sofrendo "ataques" de quatis. Eles vivem na mata, mas quase todos os dias, pela manhã e no fim da tarde grupos com dez, 20, 30 animais atravessam as cercas para "roubar" comida das residências. Os pequenos mamíferos, atacam as lixeiras e em alguns caso até entram nas casas.

As frequentes invasões incomodam moradores que cobram providências da autoridades ambientais competentes, seja a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), seja o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Nivaldo Gonçalves Rodrigues, 53 anos, mora há 20 anos na Rua Graciano Vargem Alegre. Ele conta que sua casa já sofreu vários ataques dos quatis. "Já entraram na minha casa, eu tenho uma dispensa e eles entraram, rasgaram saco de macarrão, de farinha, eles destroem tudo que veem pela frente. Uma vez derrubaram uma assadeira de bolo de cima do fogão. A gente não liga muito, mas tem gente que liga".

Outro morador da mesma rua, que pediu para ter a identidade preservada, admite a alimentar os bichos. "Dou comida porque tenho dó deles, mas eles aprontam, comigo e com os vizinhos, é complicado. Alguém tinha de tomar uma providência, porque tem gente que fica bravo com a bagunça deles e pode fazer mal para eles, dar veneno, sei lá", disse.

Parque

O presidente da Associação de Moradores do bairro, Jânio Batista Macedo, acredita que se a APA Lageado fosse transformada em um parque ecológico e que se especialistas estudassem uma maneira de controlar a população de quatis o problema seria solucionado sem prejuízos para os animais. "Antes os moradores tinham problemas com os macacos. A gente construiu, então, um girau dentro da mata e todos os dias, moradores colocam restos de frutas, verduras do supermercado aqui do bairro para eles. Nunca mais eles entraram nas casas".

Macedo destaca que inclusive a ingestão de alimentos das lixeiras e das casas é prejudicial às saúde dos quatis. "Tem uns que estão bem gordos, se tanto comer resto de comido do lixo, não é o ideal. Deve estar havendo um desequilíbrio ambiental sério na mata, porque eles não sairiam para buscar alimentos nas casas se não faltasse alimento no habitat deles".

http://www.anda.jor.br/2011/09/16/quatis-entram-em-casas-em-busca-de-comida-em-campo-grande-ms/

Fonte: Correio do Estado via 

Mais vítimas de queimadas... Órfãos!


Cuidados especiais

Filhotes de cachorro do mato sobrevivem a incêndio

16 de setembro de 2011

Dois filhotes de cachorro do mato lutam para sobreviver à perda de suas mães após serem localizados em estradas rurais da região. Os animais silvestres foram encaminhados pela 2ª Companhia da Polícia Ambiental em Bauru aos cuidados médicos da Clínica Veterinária da Universidade Paulista (Unip).
O filhote que exige maior atenção é um macho com cerca de 12 a 15 dias de vida e que foi resgatado junto com outros quatro irmãos, na zona rural de Arealva (41 quilômetros de Bauru), na tarde da última segunda-feira. No momento da localização, apenas três estavam vivos e foram levados imediatamente para o atendimento dos veterinários.
Batizado de Michael, bebê de 15 dias recebe leite na seringa. Fonte: JCNet
O sargento PM Robson Ferrari Dias Soares, da Polícia Ambiental, explica que a maior probabilidade é de que a mãe dos animais tenha morrido queimada em um incêndio na mata. Soares explica que, apesar da proibição momentânea da queima da palha da cana, ocorrem incêndios acidentais e até criminosos.
Pelas condições e precocidade, um macho e uma fêmea não resistiram e morreram na manhã de anteontem. A coordenadora da clínica, médica veterinária Silvia Helena Pereira Vergili Sgarbosa, comenta que o estado de saúde do filhote sobrevivente é estável. Ela ressalta que, nesta fase da vida, dificilmente ele sobreviveria longe dos cuidados da mãe.
Amparado pelos alunos do 4º ano do curso de veterinária da universidade, os três cães do mato foram batizados com os nomes de artistas do mundo pop: Michael, Beyoncé e Jackson. No entanto, apenas Michael continuava vivo ontem. Alimentação correta e o carinho de todos na clínica são fundamentais para sua sobrevivência.
Na tarde de ontem, Michael recebia leite de cabra em uma seringa sobre a palma da mão da estudante Karina Serafim, cercado pela turma da disciplina de animais silvestres, coordenada pela professora Maria Valéria. Ela explicou que Michael, com cerca de 15 dias de vida, apresenta apenas os dentes caninos apontando e as orelhas permanecem “fechadas”, assim como os olhos. O filhote é completamente dependente de cuidados.
Novo sobrevivente
Enquanto a reportagem do JC visitava Michael, ele ganhou a companhia de Rihanna, outro filhote de cachorro do mato levado à clínica da Unip pela Polícia Ambiental para uma avaliação. A fêmea aparentava estar saudável e com idade estimada entre 40 e 50 dias de vida.
Muito serelepe, Rihanna foi encontrada em uma estrada próxima a um canavial em Dois Córregos e entregue por um motorista de usina à Ambiental, em Bauru. Ainda ontem, seria definida a destinação provisória da fêmea, que não necessitava de cuidados médicos. O sargento Soares comenta que é comum o aparecimento de cachorro do mato na região de Bauru.
Já na estrada velha Bauru-Piratininga, nas imediações do condomínio Parque dos Sabiás, moradores avistaram um veado fêmea adulto. A Ambiental foi acionada na última sexta-feira, mas não conseguiu localizar o animal. Na última segunda-feira, populares conseguiram conter o animal e acionaram a Ambiental.
O veado foi levado para a Clínica Veterinária da Unip, mas não resistiu a ferimentos. “Na manhã de ontem (anteontem), estive lá e ela estava acordada. Mas morreu à tarde, provavelmente devido aos ferimentos”, acrescenta Soares. Segundo ele, apenas o estresse já debilita o animal.
Alerta
Segundo o sargento PM Robson Ferrari Dias Soares, da Polícia Ambiental, é frequente o encontro de cachorros do mato em Bauru e região. A coordenadora da clínica da Unip, médica veterinária Silvia Helena Pereira Vergili Sgarbosa, esclarece que a população não deve recolher animais selvagens em casa por não estar preparada para alimentar e oferecer os cuidados necessários.
Ela explica que a clínica somente atende animais silvestres encaminhados pela Polícia Ambiental, Secretaria do Meio Ambiente e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). A manobra de reintrodução dos animais ao meio ambiente também é efetuada pelos órgãos públicos. Silvia Helena também coordena o curso de veterinária da Unip.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Macaco esperto!


Macaco desafia órgãos públicos

POSTADO ÀS 11:50 EM 15 DE SETEMBRO DE 2011
Publicado no Jornal do Commercio, em 15.09.2011.
Equipes de cinco órgãos federais, estaduais e municipais mobilizadas, três dias de esforços e até ontem um macaco fugidio permanecia empoleirado num oitizeiro do bairro de Santo Amaro, área central do Recife. Os fracassos da tentativa de resgate mostram que a cidade não está preparada para uma situação de emergência aparentemente simples, mas que demanda uma ação coordenada dos órgãos.
Temendo tomar choque, os bombeiros não subiram na árvore porque a Celpe não foi acionada para interromper o fornecimento de energia durante a operação. O Ibama até que conseguiu atrair o animal com frutas, ovos e milho mas, porque a CTTU não bloqueou o trânsito, o bicho escapou ao ver um caminhão se aproximar. E a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), órgão da prefeitura responsável pelo cativeiro de onde o macaco fugiu, no Parque 13 de Maio, só lembrou de chamar a equipe da Guarda Municipal especializada em animais ontem à tarde, por sugestão dos repórteres que acompanhavam a ação.
“Brigada Ambiental? Nunca ouvi falar”, disse a veterinária Rosanna Espíndola ao ser indagada se havia acionado a corporação, vinculada à Guarda Municipal, e, assim como a Emlurb, à Prefeitura do Recife. Rosanna, que chegou a oferecer banana com tranquilizante ao macaco, é responsável pelos 45 animais do Parque 13 de Maio, entre macacos, periquitos, araras, papagaios e seriemas, todos mantidos há décadas no local sem a autorização do Ibama, um órgão federal.
Entre os 10 macacos-pregos do lugar, todo domingo cercado por carros de som e carrocinhas de comidas e bebidas, o fugitivo é o mais antigo. “Trabalho aqui há 17 anos. Quando cheguei, Chico já estava. É tão velho que nem se entende mais com a macaca que vive com ele”, diz Romildo Rodrigues de Barros, 54, que todo dia fornece aos primatas abacaxi, banana, melão, melancia, pepino, cenoura, aveia e suplemento alimentar.
Romildo estava preparando a refeição de Chico no momento em que um colega limpava o recinto e, por um descuido, deixou o animal escapar pela porta, na última segunda-feira, às 6h30. O bicho rapidamente se deslocou por quase um quilômetro até se arranchar no oitizeiro na frente do número 783 da Rua do Sossego. A partir daí se desencadeou uma sucessão de atropelos entre os órgãos públicos.
A copa do oitizeiro pende sobre o telhado de um galpão, para onde, à noite, o macaco se recolhe. “A gente só viu que ele tinha dormido quando abrimos as portas, de manhã”, conta José Lopes, funcionário do depósito de uma firma de refrigeração que funciona no local.
Foi nesse depósito, na Avenida da Saudade, 205, que uma equipe do Zoológico do Recife, vinculado ao governo do Estado, instalou duas armadilhas ontem à noite. “A ideia é atraí-lo com os alimentos ao amanhecer”, adiantou Denisson da Silva e Souza, veterinário do Parque Dois Irmãos, onde se encontra o zoo.
http://jc3.uol.com.br/blogs/blogcma/canais/noticias/2011/09/15/macaco_desafia_orgaos_publicos_112651.php?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
(de 
)

Jaguatirica morre atropelada...

Como dizia José Lutznberger: -"As Estradas se Transformam e Compridos Cemitérios Asfaltados."...


Felis Pardalis

Jaguatirica em extinção morre atropelada em rodovia do MS

15 de setembro de 2011

Uma Jaguatirica (Felis Pardalis) morreu atropelada nesta quarta-feira (14), na BR-163, entre os municípios de Dourados e Rio Brilhante. A espécie está em extinção.
Segundo a Polícia Militar Ambiental (PMA), policiais estiveram no local e recolheram a carcaça do animal que foi encaminhada a Campo Grande, onde será limpa e empalhada, para poder ser utilizada em trabalhos de educação ambiental.
Três filhotes de lobinho que haviam sido encontrados às margens da BR-163, perto de Caarapó, também foram levados para a Capital, onde receberão tratamento especial antes de serem devolvidos ao habitat natural. Eles vagavam ao redor do corpo da mãe, que morreu atropelada.

Denunciem caçadores da fauna silvestre! Denunciem!


Denúncia

Polícia prende dois caçadores de pássaros silvestres, em Pedregulho (SP)

15 de setembro de 2011

Dois homens foram presos em flagrante enquanto caçavam pássaros silvestres nesta quarta-feira (14), na zona rural, em Pedregulho.
Segundo a Polícia Militar, os suspeitos são de Jardinópolis e foram caçar na mata entre Pedregulho e Buritizal.
Eles foram detidos logo após denúncias de sitiantes da região, de que dois homens usavam rádio com sons de canto para atrair os pássaros.
Com eles foram apreendidos onze aves da espécie trinca-ferro.
As aves estão sendo vistoriadas pela Polícia Florestal e devem ser devolvidas à mata.
Os dois suspeitos estão presos e prestam depoimento na delegacia.

Matou 3 onças pintadas, 1 onça parda e 1 jaguatirica...

CANALHA!


Contratado por fazendeiros

Caçador de onças é preso e multado em R$ 50 mil, no MS

15 de setembro de 2011

A Polícia Ambiental de Porto Murtinho (MS) prendeu na última quarta-feira Emerson Machado Araripe, 39 anos, conhecido na região por ser caçador de onças. Ele foi detido a 62 km da cidade, quando dirigia um trator. No veículo, os policiais encontraram a pele de uma onça pintada morta há pouco tempo. Ele confessou o crime e, quando interrogado, disse aos policiais que matara três onças pintadas, uma onça parda e uma jaguatirica nos últimos dias.
Ele seria contratado por fazendeiros para matar os animais no Pantanal e receberia R$ 1 mil por cada felino abatido. Os policiais encontraram em um canavial próximo ao local da prisão outras peles. Os restos dos animais e o trator foram apreendidos e o caçador foi conduzido para a Polícia Civil. A pena para este crime é de seis meses a um ano e meio ano de detenção, pois os felinos constam na lista de espécies em extinção. Se for caça profissional, a pena é aumentada em três vezes. Araripe já responde processo por porte ilegal de arma e foi multado em R$ 50 mil pelos abates.

Morrem 3 t de peixes em SP! Exemplares de até 50 Kg!


Ninguém será punido, não é mesmo?

Contaminação mata 3 t de peixes em rio de SP, diz bióloga


GABRIELA YAMADA
COLABORAÇÃO PARA A *FOLHA,*
DE RIBEIRÃO PRETO
A contaminação do rio Pardo por material orgânico concentrado entre Morro Agudo e Jaborandi, na semana passada, pode ter matado pelo menos 3 toneladas de peixes e espécies que vivem também no rio Grande, em Colômbia, na região de Barretos (423 km de São Paulo).
A afirmação é da bióloga Maria Inácia Freitas, interlocutora em Colômbia do projeto Município Verde Azul, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Ela irá encaminhar o caso ao Ministério Público Estadual.
O rio Pardo deságua no Grande depois de atravessar a região noroeste do Estado. Na semana passada, um trecho do rio foi contaminado por um lançamento pontual de efluentes, segundo Davi Faleiros, gerente regional da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
Ontem, ele recebeu dados preliminares do laudo que investiga as causas e disse que um caminhão pode ter despejado o resíduo. Só que, para a Cetesb, a mortandade ocorreu num trecho de 1 km do Pardo e teria matado até mil peixes.
Silva Junior/Folhapress
Peixes mortos às margens do rio Pardo, no encontro com o rio grande; Folha percorreu de barco 12 km pelas águas
Peixes mortos às margens do rio Pardo, no encontro com o rio Grande; Folha percorreu 12 km pelas águas
PEIXES EM EXTINÇÃO
No entanto, a bióloga afirmou ter percorrido cerca de 10 km de barco no final de semana e constatado um volume maior de peixes mortos, entre eles espécies em extinção, como o jaú.
"Encontramos peixes grandes, de até 50 kg, e também filhotes. A situação deve se normalizar somente em cinco anos", afirmou.
Sobre a contagem da bióloga, Faleiros disse que a Cetesb não tem como refutá-la nem comprová-la.
Folha percorreu o mesmo trecho ontem, e constatou as consequências para o Grande do despejo irregular do material orgânico. Com o nível do rio baixando, os peixes mortos começaram a aparecer na superfície.
Uma grande quantidade deles ainda está no local e, em sua maior parte, nas margens do rio Grande.
Pescadores ouvidos pela reportagem relataram ter sentido forte cheiro de álcool na água na semana passada, e a Cetesb não descarta que o material despejado irregularmente seja vinhaça.
O problema afeta pelo menos cem famílias de Colômbia, que vivem exclusivamente da atividade da pesca, segundo Maria Inácia. O município tem 5.000 habitantes.
"É um problema também social que a cidade terá que enfrentar", afirmou.
Sérgio Cordeiro de Souza, proprietário de uma pousada em Colômbia que recebe pescadores da região nos finais de semana, teme que o acidente ambiental afete o movimento dos clientes.
OUTRO LADO
A Cetesb informou que o rio Grande não foi afetado pelos efluentes lançados no Pardo. Dados preliminares do laudo que está sendo elaborado por técnicos do órgão de Barretos, Ribeirão Preto e Jaboticabal apontam que a água não foi contaminada por pesticidas ou qualquer outro produto químico.
"Os peixes que chegaram [ao rio Grande] são do Pardo e foram levados pela corrente da água", afirmou Davi Faleiros, da Cetesb em Barretos. Segundo ele, não será fácil identificar o responsável porque foi um lançamento pontual, feito na altura da ponte da rodovia SP-373.
A carga baixou o nível de oxigênio da água: o coletor marcou 0,20 mg/l, enquanto a taxa considerada aceitável varia entre 4 e 8 mg/l.
Colaborou SILVA JUNIOR, enviado especial ao rio Grande, em Colômbia