quarta-feira, 22 de junho de 2011

Pobre cachorrro-do-mato, sem floresta, sem habitat, sem comida...

Seu habitat foi destruído pelos canaviais, para fabricar álcool, para mover as máquinas assassinas...


Sem habitat

Cachorro-do-mato muito debilitado é encontrado dentro de casa em Sertãozinho (SP)

22 de junho de 2011


Foto: Reprodução/ EPTV
Um cachorro-do-mato foi capturado pelo Corpo de Bombeiros na tarde desta terça-feira (21), no quintal de uma casa no bairro Ouro Preto, em Sertãozinho (SP). A Polícia Ambiental de Ribeirão Preto foi chamada e encaminhou o animal para o Bosque Municipal, onde passou por avaliação médica e exames.
De acordo com o veterinário do bosque, César Henrique Branco, o cachorro está debilitado e agressivo. Depois de passar por tratamento, o animal permanecerá no bosque de Ribeirão.
Para o sargento do Corpo de Bombeiros de Sertãozinho Marco Pólo, está cada vez mais comum a fuga de animais para a cidade devido ao desmatamento das matas e florestas da região. O bairro onde o cachorro foi encontrado fica próximo a uma reserva florestal.
Assista ao vídeo.
Fonte: EPTV

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mais uma vítima da ação humana: Jaguaritica morreu atropelada na região de Aquidauana (MS)

Triste!


Mais uma vítima da ação humana

PMA recolhe jaguaritica que morreu atropelada na região de Aquidauana (MS)

16 de junho de 2011


 

Animal foi atropelado na Vila Popular e recolhido pelos policiais (Foto: Divulgação/PMA)
Policiais Militares Ambientais de Campo Grande (MS) receberem informação via telefone de populares, hoje (16) pela manhã, que um animal silvestre havia sido atropelado, na BR-262 nas proximidades do bairro Vila Popular, saída para Aquidauana.
Ao deslocaram até o local os Policiais Ambientais constataram que um animal adulto, da espécie Felis pardalis ”Jaguatirica”, havia sido atropelado e morto, por veículo não identificado. Os policiais acham que o atropelamento aconteceu de madrugada.
Os policiais militares ambientais recolheram o animal, que será limpo e depois taxidermizado (empalhado) para utilização nos trabalhos de Educação Ambiental da Polícia Militar Ambiental.

Animais perdem habitat para os desertos verdes...

(de http://pt.globalvoicesonline.org/2011/06/15/brasil-deserto-verde/)


Brasil: A Beleza Assustadora do Deserto Verde

TraduçõesEste post também está disponível em:

English· Brazil: The Chilling Beauty of the Green Desert
No final dos anos 60, o termo “deserto verde” foi cunhado no Brasil para denominar a monocultura de árvores em grandes extensões de terra destinadas para a produção de celulose. Já naquela época, a expressão denunciava as futuras consequência deste tipo de plantação para o meio ambiente: desertificação, erosão, vazio em biodiversidade e populações humanas.
Naqueles tempos, surgiam as primeiras plantações de eucalipto no norte do estado de Minas Gerais e Sul da Bahia. Hoje, o Brasil ganha 720 hectares delas por dia, equivalente a 960 campos de futebol, segundo estimativas da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas. Minas, São Paulo e Bahia lideram o ranking de áreas plantadas, mas o deserto verde se alastra também por outros estados do sul e nordeste do país.
Fazenda de eucalipto em agudos
Fazenda de eucalipto em agudos. Foto de Cássio Abreu (CC BY 2.0)
Ao viajar por Minas Gerais em abril passado, o Viajante Sustentável conversou com moradores da região do vale do Jequitinhonha, e descobriu como as paisagens visual e social mudaram nos últimos vinte anos:
A catastrófica monocultura de eucalipto pelas empresas privadas nas cabeceiras dos rios e riachos, além de envenenar o solo, expulsou a fauna e flora do local, secou as nascentes e o lençol freático. O deserto verde do eucalipto tornou-se uma calamidade socioambiental. A região já foi auto-suficiente em alimentos essenciais, cultivados pela agricultura familiar, integrados com a natureza. A situação mudou radicalmente, exibindo riachos completamente secos, sem olhos d’água, rios cada vez mais baixos e assoreados, praticamente toda a alimentação proveniente de distribuidores em Belo Horizonte, pastos abandonados. Enquanto isso, as transnacionais de eucalipto e celulose engordavam os lucros.
Nada plantado, com a exceção lamentável de cerca de trinta quilômetros do triste deserto verde. As pragas do eucalipto e pinus se alternavam, envenenando, esgotando as nascentes e o lençol freático. Utilizando pouquíssima mão de obra, a monocultura de exportação em nada contribuía para a diminuição da miséria local, ao contrário, concentrava os lucros na mão de uma ou outra grande empresa transnacional.
Depois de passar 19 anos sem visitar o Espírito Santo, berço de sua família, a poetisa Anna Paim tem uma triste surpresa:
Triste porque encontrei os mais belos locais de paisagem nativa totalmente destruidos e ocupados pelos eucaliptos. Deixo registrado aqui o meu protesto, a minha raiva, a minha pena, sei lá…
Beco da Velha lembra que o eucalipto natural há muito existe no sul do Brasil, mas o perigo começa com o uso de transgênicos, cujo monocultivo consome muito mais água, e aumenta com o acelerado crescimento das plantas:
O que há hoje de diferente no plantio do eucalipto, além de sua atual transgenia, é a intensidade com que isso se faz, a falta de qualquer critério ou bom senso na implantação das lavouras de eucalipto em qualquer lugar, em extensões assombrosas, e, principalmente, as intenções estratégicas que estão por trás dessa súbita paixão pelo “reflorestamento” – termo muito impróprio para o que hoje se faz, porque reflorestamento presume que se vai repor a floresta que existia no local, reconstituindo-se o ecossistema devastado. E é justamente o contrário que se passa.
Para cima e avante
Charge: eucaliptos crescem em solo antes petencentes a índios, agora mortos
Imagem: Centro de Estudos Ambientais
Após avançar sob a Mata Atlântica nativa da região sudeste, o deserto verde chega a zonas áridas do norte e nordesde do país. No Piauí, a instalação de uma fábrica de papel e celulose veio com uma promessa de desenvolvimento para o Estado contestada pelo blogueiro Leo Maia. Ele argumenta que, segundo dados do IBGE, 41% da população é afetada pela fome no estado, ao passo que pequenos produtores não encontram incentivos para cultivar alimentos.
Enquanto isso, 160 mil hectares do território do Piauí, o mesmo que 1.600 km² ou 1,57% de terras piauienses, foram transformadas em “florestas” de eucalipto para produção de papel e celulose para exportação. Leo republica em seu blog um artigo que escreveu para um jornal local, denunciando o contraste entre os interesses comerciais e as necessidades da população:
(…) árvores de crescimento acelerado, como o eucalipto, dependem de grande quantidade de água para se desenvolver e por isso provocam o secamento do solo, diminuem os mananciais e aumentam a possibilidade de desertificação dessas regiões. Sendo assim, a instalação da Suzano mais uma vez contradiz as reais necessidades da população do Piauí, já que o estado sofre, praticamente todos os anos, com os efeitos da estiagem. Só no início deste ano, mais de 155 municípios declararam estado de emergência por causa da seca, alguns deles tiveram a safra comprometida em 90% por falta de água.
Ambientalistas e movimentos sociais denunciam ainda os riscos da combinação bombástica entre eucalipto, monocultura e agrotóxicos para a saúde das pessoas. Além de ocupar territórios que poderiam ser usados para a agricultura, o cultivo do eucalipto ainda atrapalha aqueles que produzem alimentos em regiões próximas, pois suas terras acabam invadidas por animais silvestres em busca de alimentos. Mariana Brizotto enfatiza que plantações não são florestas e pergunta:
O que faremos quando não houver mais água? Vamos comer papel?
Enquanto camponeses perdem terreno para a monocultura do eucalipto, a beleza e tristeza do deserto verde inspira a poesia do baiano Sumário Santana:
Onde existia uma comunidade tradicional, de nome Marília, hoje é a fábrica de Celulose. Ali em Mundo Novo, onde trabalhavam contentes as famílias com as suas pequenas olarias, hoje existe apenas uma grande olaria. Foram embora as famílias, secou o rio, sumiu a argila e agora, a fábrica ameaça fechar. Ali onde antes era uma colônia agrícola, com centenas de pequenos proprietários, hoje são latifúndios cercados, guardados por seguranças de motos.
Ali onde era imensa, diversificada e úmida a floresta, hoje é um deserto verde.
O supostamente feio, caótico e emaranhando de plantas, cipós, nascentes, bichos, ninchos, centopéias, gosmas, barro, limos e fotossíntese, deu lugar
Ao supostamente belo, um único mosaico, bem desenhado, mapeado, registrado, uma única espécie, repetida em série, na solidão do deserto.
Good bye, my pampa [bioma]. In the background, an eucalipto plantation.
Charge de Santiago, publicada com permissão.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mais caçadores presos no MS. Assassinos de animais!

Crime ambiental

PMA prende mais quatro caçadores em fazenda no MS

14 de junho de 2011


Depois da prisão de quatro caçadores em Costa Rica há três dias, Policiais Militares Ambientais receberam novas denúncias de outros caçadores na mesma Fazenda Cervo, em outra região da propriedade. Diante disso, a PMA solicitou um mandado de busca e apreensão para verificar a existência de animais mortos e armas.
Ontem, (12) os policiais foram à fazenda Cervo e encontraram Ivanildo Ferreira da Silva, caseiro da fazenda e residente no local. Ao ser indagado sobre os locais de caça, Ivanildo indicou duas esperas (poleiros em árvores) e afirmou não ter nenhum animal morto, porém, indicou o local onde havia armas de caça escondidas na residência.
Dentro da parte debaixo do sofá de Ivanildo foi encontrada uma espingarda calibre 36, que pertencia ao filho do proprietário da fazenda. O caseiro ainda afirmou que nas residências dos demais caçadores do grupo havia mais armas de caça. Os outros seriam: Waldemar Barbosa da Silva Filho, filho do proprietário, José Ruiz Torres, conhecido como Zé da Faca, todos residentes em Costa Rica.
Os policiais não encontraram nenhum animal abatido. Porém, nenhuma da armas tinha documentação, então, os homens receberam voz de prisão por posse ilegal de armas. Os caçadores foram presos e conduzidos à delegacia de Polícia Civil de Costa Rica, onde eles foram autuados por posse ilegal de armas. Se condenados poderão pegar pena de 01 a 03 anos de detenção.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Caçadores em Rio Fortuna são presos... Tem que prender mesmo!


Crime ambiental

Homens são presos com espingardas e pássaros

Combater a caça predatória de animais silvestres e tirar armas de circulação são os objetivos da operação ‘Fauna Segura’.
10 de Junho de 2011 às 02:07min

Rio Fortuna

Dois homens, de 30 e 40 anos, foram presos ontem de manhã, por posse ilegal de arma de fogo, na comunidade Rio Claro, na cidade de Rio Fortuna. Por meio de cinco mandados de busca e apreensão, o objetivo da operação ‘Fauna Segura’ foi intensificar o combate à caça predatória de animais silvestres e tirar armas de fogo de circulação.

Os trabalhos resultaram na apreensão de quatro espingardas, uma réplica de madeira da mesma arma, 100 cartuchos de munição, dois pássaros silvestres e artigos de recarga de cartuchos. Os policiais foram em cinco casas. Em duas delas, as prisões ocorreram em flagrante. Nas demais, os responsáveis não estavam, mas vão responder inquérito por posse ilegal de arma.

As informações foram levantadas pela Polícia Militar Ambiental de Laguna e apresentadas à delegacia de Braço do Norte, que deu prosseguimento ao caso e obteve os mandados. Os dois homens foram liberados mediante fiança e responderão a processo criminal. A operação contou com cerca de 20 policiais civis e militares de Braço do Norte, São Ludgero, Rio Fortuna e Laguna.


(de http://www.notisul.com.br/n/seguranca/homens_sao_presos_com_espingardas_e_passaros-29577)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A história de Bambi... Novamente.

Policiais ambientais salvam filhote de veado campeiro da caça, em MG

08 de junho de 2011



Foto: Reprodução
Moradores da zona rural de Pequi telefonaram para a Polícia Ambiental de Pará de Minas, em MG, e disseram que estavam ouvindo estampidos semelhantes aos de disparos de armas de fogo. Os policiais ambientais suspeitaram que na região estaria ocorrendo a caça e foram para o local.
Após vasculharem tudo, eles concluíram que os envolvidos já haviam deixado o matagal. Mas, os policiais perceberam que havia um filhote de Veado-Campeiro, animal da fauna silvestre brasileira, às margens da MG-060.
Os militares observaram se o animal retornaria para a sua mãe e não se aproximaram para evitar que ele saísse correndo e fosse atropelado por algum veículo. Mas, o filhote permaneceu deitado às margens da estrada e foi resgatado pelos policiais.
Como o Veado-Campeiro estava muito debilitado, até porque tinha poucos dias de vida, ele foi levado para uma médica-veterinária e posteriormente para uma fazenda onde a entrada de estranhos é proibida.
O animal está sendo cuidado por especialistas e tem grandes chances de voltar à natureza. A Polícia Ambiental investiga se a mãe do animal foi morta por caçadores.
Fonte: Portal Arcos

terça-feira, 7 de junho de 2011

Caçadores resistem à prisão ameaçando polícia!

Do Jornal Absoluto de hoje (07/06/2011):

OPERAÇÃO FAUNA PRENDE CAÇADORES
NA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO BRACINHO
  
2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental de Joinville realizou no final de semana operação de combate a caça de animais nativos da fauna brasileira na Estação Ecológica do Bracinho.
Criada em 1984 a Estação possui uma área de 46.1 Km² e está situada entre os Municípios de Joinville e Schroeder sendo uma das regiões mais preservadas do norte de Santa Catarina. A Estação Ecológica do Bracinho é uma Unidade de Conservação definida pela legislação como de Proteção Integral, tendo como objetivo principal a preservação da natureza e a pesquisa científica desde que autorizada pelo órgão ambiental competente, a visitação pública só é permitida quando tiver caráter educacional e devidamente monitorada.
Cinco policiais adentraram na mata na madrugada de sábado e iniciaram patrulhamento a pé em locais já mapeados pela Polícia Ambiental onde há incidência da prática de caça. Já no começo da tarde foram encontrados um rancho e rastros frescos indicando a presença de caçadores no local. Por volta das 17h30, Ademir Sievest, de 55 anos e Dirceu Walter, de 40 anos, foram abordados em uma trilha ambos com espingarda em punho. No momento da abordagem os dois desobedeceram a voz de prisão e apontaram as armas para os policiais, sendo necessário o disparo de alguns tiros para conter uma possível  reação. Ademir se entregou e Dirceu empreendeu fuga pela mata tendo sido recapturado mais tarde, porém escondeu a arma na mata, não sendo possível a sua localização. Com os mesmo foram apreendidos uma espingarda calibre 28 sem registro, 25 munições calibre 28 intactas, duas munições calibre 28 deflagrada, uma munição calibre 32 deflagrada, seis apitos para atrair aves nativas, dois facões e uma lanterna.
Em seguida, na mesma trilha, a guarnição abordou Galdino Pianezzer, de 51 anos e Doro Walz, de 43 anos, os quais obedeceram voz de prisão e não ofereceram resistência. Com Doro foi encontrado e apreendido uma espingarda calibre 28 sem registro, 11 cartuchos calibre 28 intactos e três deflagrados, uma lanterna e um facão. Com Galdino foi encontrado e apreendido: 01 (uma) espingarda calibre 20 sem registro e com numeração raspada, uma cartucheira com 29 munições calibre 20 intactas e um apito para atrair aves nativas. Todas as espingardas apreendidas estavam municiadas e prontas para serrem usadas.
Devido o avançado da hora e a distância de mais de 20 Km dentro de área de mata fechada e por questões de segurança dos presos e da guarnição foi pernoitado em um rancho no interior da mata. O frio intenso da noite mais fria do ano em SC não tirou o ânimo dos policiais que passaram a noite em claro. Ao amanhecer ainda foi abordado outro rancho indicado por um dos presos sendo que os caçadores que ali estavam já haviam se evadido, no local foi encontrados penas de aves nativas e peles de Quatis abatidos, indícios de que o local é assiduamente freqüentado para essa prática ilícita.
Após longa caminhada até um local acessível para o resgate com viaturas a missão só terminou as 16 horas do domingo quando os policiais fizeram a entrega dos presos e do material apreendido na Delegacia da Comarca de Guaramirim, onde foram autuados em flagrante delito por crime ambiental e porte ilegal de arma de fogo. No dia Mundial do Meio Ambiente, os Policiais tem fatos a comemorar:  a prisão de quatro caçadores; a retirada de três armas, 76 munições e diversos petrechos usados para a prática de caça de circulação  e de que a ação policial   impediu que os caçadores matassem qualquer animal nativo. Em contrapartida também há fatos a lamentar, pois a prisão confirma que ainda existem pessoas que não se conscientizaram da importância da preservação da natureza, da importância de preservar a vida e de que prática de caça é um ato ilegal, cruel, covarde e imoral.