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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Réquiem para uma Suçuarana morta: doente e debilitada

Descansa em paz querida onça! Que que haja um céu dos bichos!
A Criação de Deus chora pela queda do homem...


Doente e debilitada

Onça morre ao ser capturada em Patos de Minas (MG)

01 de agosto de 2011



Uma cena pouco comum em anos atrás começa a ser registrada nas zonas urbanas das cidades brasileiras:  a presença de onças. Em Patos de Minas (MG), no início da tarde desta quarta-feira, 27 de julho, no centro, na  Rua José de Santana, o Corpo de Bombeiros foi acionado por um maquinista, Wilson Severo, alertando sobre a presença de uma onça-parda ou sussuarana em um porão de  um imóvel. A onça, segundo o trabalhador, estava neste porão de uma residência que divide com um lote vago, que está sendo preparado para ser área de estacionamento. Wilson Severo viu a onça quando trabalhava com a máquina na limpeza do lote.

Foto: Reprodução/ Clube Notícia
O corpo de Bombeiros compareceu para a captura da sussuarana, animal solitário e que prefere viver em um lugar de difícil acesso como florestas, desertos e montanhas. Durante os trabalhos, o animal morreu. Bastante debilitada, talvez por falta de alimento e água, a onça foi laçada e não resistiu, morrendo antes de chegar a uma clínica veterinária para receber cuidados necessários. A causa pode ter sido por enforcamento.
O subtenente Fernandes, do Corpo de Bombeiros, afirma que a captura foi feita de acordo com a necessidade para o momento, evitando a fuga do animal. Segundo o subtenente a morte da onça não foi em virtude da captura, mas sim pelo estado de saúde da sussuarana.
Após a captura, o animal foi encaminhado para um especialista, o veterinário  Marcos Paulo, que avaliou o estado de saúde da sussuarana. O veterinário afirma que a onça estava realmente debilitada e doente e apresentava quadro de anemia. O estresse  durante a captura pode também ter colaborado para a morte do animal antes de receber cuidados do veterinário.
A onça, segundo o veterinário Marcos Paulo, deve ter cerca de 2 anos, sendo assim um animal adulto jovem.

Foto: Reprodução/ Clube Notícia
Conheça um pouco mais sobre a onça-parda ou sussuarana
A sussuarana é um animal solitário e prefere viver em um lugar de difícil acesso como florestas, desertos e montanhas. Geralmente caça ao entardecer. O carneiro selvagem, o veado e o caititu constituem suas presas habituais. Os adultos se comunicam por meio de uma espécie de silvo estridente. A fêmea tem a cria em cavernas ou em cepos ocos. Os filhotes abrem os olhos com dez dias e ficam com a mãe até os 20 meses. Período de vida 12 anos. Maturidade sexual de 2 para 3 anos. Gestação de 90 a 96 dias. Números de filhotes: de 01 a 04, nascem pintados com manchas escuras no corpo.
Hábitos: Crepuscular, noturno, arborícola e terrestre. Hábitos alimentares carnívoros e ictiófago.
Habitat: campo, floresta e montanha. Comportamento solitário em par e sedentário. Seu pêlo é em geral bege rosado, mais pode ser cinza, marrom ou cor de ferrugem. O comprimento do pêlo varia conforme o habitat, vai de curto a muito longo. A sussuarana está a vontade em cima das árvores; equilibra-se com a cauda felpuda ao saltar de galho em galho.
Altura: Aproximadamente 63 cm
Peso: Até 100 kg
Comprimento: 1.20 de corpo e 65 cm de cauda
Ocorrência Geográfica: América do Norte, América do Sul e América Central. No Brasil, é encontrada em todos os Biomas
Categoria/Critério: Espécie ameaçada de extinção de acordo com a lista oficial do IBAMA. Apêndice I da CITES. Ameaçada criticamente em perigo-destruição de habitat, caça, populações pequenas, isoladas e em declínio.
Observações adicionais: Conta-se que uma só sussuarana matou 15 carneiros selvagens durante uma saída para caçar. Por outro lado, ela raramente ataca o homem e tem tanto medo de cães que sobe em árvores para escapar deles quando acuada.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Os animais marinhos também precisam de proteção!

Criminosos mergulhadores pegos! Deviam ficar na cadeia!




OPERAÇÃO MEROS COMBATE A PESCA
ILEGAL NA COSTA MARÍTIMA BRASILEIRA

A Polícia Federal deflagrou entre os dias 15 a 17 de julho a Operação Meros para combater a pesca ilegal do peixe Epinephelus itajara, mais conhecido como mero. Foram apreendidos um barco, diversos equipamentos de mergulho e 700 quilos de peixe. Três mergulhadores foram presos em flagrante. Os trabalhos foram realizados pelo GEPOM – Grupo Especial de Polícia Marítima, que se deslocou a mais de 60 km da costa em busca de uma embarcação que estaria realizando atividades de caça submarina com a utilização de ar comprimido, em alto mar.  Após quatro horas de buscas, os policiais conseguiram localizar a embarcação Mestre Pedro, inscrita na Capitania dos Portos de Itajaí/SC, e prender em flagrante um grupo de mergulhadores que fazia caça submarina com a utilização de equipamentos de mergulho autônomo e dependente.  Na embarcação foi apreendido grande volume de equipamentos de mergulho (cilindros, roupas de neoprene, arbaletes, coletes, reguladores, compressor de ar) e mais de 700 quilos de peixes mortos pelos disparos dos arbaletes. Dentre os peixes capturados havia garoupas, badejos brancos, caranhas e seis espécimes de Mero, sendo que um deles pesava aproximadamente 100 quilos.  Três mergulhadores foram presos em flagrantes e encaminhados a Delegacia de Polícia Federal em Joinville. O barco e equipamentos foram apreendidos. O peixe foi destinado à pesquisa científica em Universidade da região com apoio de biólogos do Projeto Meros do Brasil. É a maior apreensão de Meros realizada no País desde a proibição de sua pesca. Ao deflagrar as operações policiais, o GEPOM de Joinville/SC realiza ainda um trabalho de conscientização ambiental junto à comunidade das regiões fiscalizadas.
Sobre o Mero - O Mero (Epinephelus itajara) é um peixe marinho da família Serranidae, que habita águas tropicais e subtropicais do Oceano Atlântico. Vive em zonas estuarinas e áreas costeiras. A vulnerabilidade da espécie se deve a algumas de suas características biológicas, como a maturação sexual tardia, territorialismo, agregação reprodutiva e suas grandes proporções – o Mero pode atingir 2,5 metros, pesar mais de 400 quilos e viver 40 anos. A biologia ainda pouco conhecida da espécie e a ameaça populacional resultaram no estabelecimento de uma moratória do IBAMA (Portaria IBAMA nº 42/2007), que proíbe a caça, pesca, transporte e comercialização do peixe.
(do Jornal Absoluto de 19/07/2011)